Você sabia que o Brasil é um dos países com maior incidência de raios?

Por conta da geografia – o maior país da zona tropical do mundo, com clima quente, que favorece à formação de tempestades elétricas, a cada ano caem mais de 77 milhões de raios em terras brasileiras.

Para quem é fazendeiro ou trabalha na criação de animais de pasto, este é um número alarmante. Só em 2019, centenas de bois morreram eletrocutados por raios enquanto pastavam. O motivo, a física explica.

Continue lendo e entenda porquê e como proteger a criação.

Raios caem no ponto mais alto
Os raios sempre “procuram” o caminho que tenha a menor resistência elétrica possível entre a sua origem, a nuvem, e a terra. Sendo assim, os pontos mais altos de uma área são, geralmente, os mais atingidos, o que inclui topo de morros, torres de transmissão, edifícios, caixas d’água elevadas, árvores e até cercas. As duas últimas, normalmente, são as responsáveis pela morte de ruminantes e outros animais de pastoreio durante tempestades, isso porque as mortes causadas por raios costumam ocorrer pelos efeitos indiretos da descarga elétrica e não porque a criação foi atingida diretamente.

Em um pasto, a área aberta costuma ser enorme e com poucas ou nenhuma árvore. Nestes dois casos, o gado não tem onde se abrigar de maneira segura. Em um local com muitas árvores próximas entre si, como um bosque ou pequenas matas, as chances de se abrigar com segurança é maior, já que não há um ponto proeminente. Porém, em um local com nenhuma ou poucas árvores espaçadas e delimitado por cercas, o risco aumenta, já que ambos são pontos mais altos do que o que está ao redor.

Durante as chuvas, os animais buscam abrigo em árvores ou ficam próximos a cercas, o que aumenta as chances de ser atingido pela descarga elétrica de um raio.

Quando um animal ou pessoa está próximo de onde o raio caiu, a corrente chega aos pés e acontece a tensão de passo, que resulta no choque. Gado e outros animais quadrúpedes possuem uma distância grande entre as patas, então a corrente elétrica os atinge com mais força, diferentemente do humano, que por ser bípede, tem menor contato com o solo. Além disso, durante as chuvas, o terreno fica molhado e as patas dos animais afundadas no solo causam bom aterramento, que também aumenta a corrente elétrica.

Como proteger o pasto de raios
Apesar de o pasto ser um prato cheio para a incidência de raios, algumas atitudes podem ser tomadas para proteger os animais e os trabalhadores rurais.

Uma das maneiras de deixar o pasto mais seguro é fazendo o isolamento de árvores solitárias e o seccionamento das cercas, que podem sofrer eletrocussão tanto pela ação de nuvens carregadas e do excesso de eletricidade na atmosfera, quanto por um raio que cai próximo à cerca e causa tensão nos arames, quanto pela eletrocussão direta, ou seja, quando o raio cai em cima da mesma.

Seccionando, divide-se a cerca longa em várias menores, o que ajuda a quebrar o caminho feito pelo raio até a terra. Quanto mais longa for a cerca, maior é a área perigosa ao redor.

Para fazer o seccionamento correto e diminuir as chances de choque, é importante que todos os fios sejam interrompidos e isolados para não terem contato entre si. Além disso, nenhum componente metálico deve fazer a ligação entre os arames.

Cada área da cerca dividida deve ter 50 metros no mínimo, podendo chegar a 300 metros, quando deve ser interrompida por mourões de madeira ou outro material isolante. Ao transformar uma grande cerca em várias menores, diminui-se a distância que o raio precisa percorrer até chegar ao solo, consequentemente diminuindo a tensão ao redor.

Mas atenção: caso sua criação fique próxima a uma rede ou torre de transmissão elétrica, o isolamento feito para proteção contra descargas elétricas provenientes dessas fontes NÃO são suficientes para proteger contra raios, sendo importante o aterramento da mesma.

Para diminuir as chances de mortes por raios no pasto, é preciso tomar algumas precauções, como utilizar para-raios.

Outra maneira é o aterramento da cerca, que consiste em colocar ao longo de todo o cercado vários caminhos para o solo, minimizando a permanência da tensão no arame. Nesses pontos, todos os fios devem ser ligados ao objeto de aterramento, que pode ser um fio de arame metálico ou um fio de cobre, excelente condutor elétrico. Para o aterramento, as hastes precisam ter cerca de 2,5 metros de comprimento, para que fiquem afundadas no solo e possam dissipar o choque corretamente. Se a peça é mais curta, o aterramento não é eficiente.

Outra maneira de proteger a área é com a utilização de para-raios, que podem ser instalados, inclusive, em árvores. Lembram que o raio sempre procura o local mais alto para atingir? O para-raio é a ferramenta que evita que a descarga atmosférica caia em alvos desprotegidos – casas, árvores, ou mesmo os animais -, e leva a eletricidade diretamente ao solo, onde é dissipada.

Para o correto funcionamento, os para-raios devem ser instalados, obviamente, no ponto mais alto da propriedade, sendo possível aproveitar possíveis postes de luz que possam existir no local. Um poste de 12 metros com um para-raio cobre uma área de cerca de 20 metros diâmetro, sendo necessária a instalação de mais de um para a proteção ser efetiva.

Fios e cabos de cobre nu na proteção contra raios
Os raios sempre “procuram” o caminho que tenha a menor resistência elétrica possível entre a sua origem, a nuvem, e a terra. Sendo assim, os pontos mais altos de uma área são, geralmente, os mais atingidos, o que inclui topo de morros, torres de transmissão, edifícios, caixas d’água elevadas, árvores e até cercas. As duas últimas, normalmente, são as responsáveis pela morte de ruminantes e outros animais de pastoreio durante tempestades, isso porque as mortes causadas por raios costumam ocorrer pelos efeitos indiretos da descarga elétrica e não porque a criação foi atingida diretamente.

Em um pasto, a área aberta costuma ser enorme e com poucas ou nenhuma árvore. Nestes dois casos, o gado não tem onde se abrigar de maneira segura. Em um local com muitas árvores próximas entre si, como um bosque ou pequenas matas, as chances de se abrigar com segurança é maior, já que não há um ponto proeminente. Porém, em um local com nenhuma ou poucas árvores espaçadas e delimitado por cercas, o risco aumenta, já que ambos são pontos mais altos do que o que está ao redor.

Como citamos anteriormente, o cobre nu é um ótimo condutor elétrico, além de possuir excelentes propriedades mecânica e térmica, o que torna este material a escolha certa na hora de fazer um aterramento ou a instalação de para-raios, inclusive na eletrificação rural.

Os fios e cabos da Match Solution são constituídos a partir da industrialização do cátodo de cobre eletrolítico, resultando em cabos e fios de alta pureza, com teor mínimo de 99,9% e resistentes à deterioração, seguindo todas as normas regidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Aqui na Match Solutions temos a solução certa para os seus problemas elétricos com fios e cabos de cobre nu de ponta. Entre em contato conosco e saiba como podemos ajudar a sua empresa.

Para saber mais sobre fios e cabos de cobre nu e sua utilização nas mais diversas indústrias, confira nossas próximas publicações. Todas as semanas trazemos conteúdo novo e de qualidade. 

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